Apostas, saúde mental e ambiente de trabalho

Você sabe o real impacto das bets na sua empresa?

As apostas esportivas online ganharam grande espaço no Brasil nos últimos anos e já se tornaram parte do cotidiano de milhões de pessoas. Esses jogos podem afetar a saúde mental, mas também o desempenho profissional do seu time.


Veja dados alarmantes e entenda melhor a relação entre apostas, saúde mental e trabalho em uma pesquisa exclusiva feita pelo Wellz, Creditas e Opinion Box.

Entrevistamos mais de 400 gestores e profissionais de RH para investigar o impacto, a influência e a forma como as apostas são tratadas dentro das empresas.

ENTENDER CENÁRIO ATUAL

Acesse nossa pesquisa e entenda o real impacto das bets para as pessoas colaboradoras do Brasil

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Dados importantes que a pesquisa revelou

> 24% das empresas já enfrentaram problemas com apostas durante o expediente;


> Apenas 36% dos profissionais sentem que as empresas estão lidando com o tema de forma adequada;



> 80% acreditam que o apoio psicológico pode ajudar na prevenção.

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Entenda o cenário atual

Ludopatia, ansiedade e depressão

O Transtorno do Jogo é formalmente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na CID-11. O ato de apostar ativa os circuitos cerebrais de recompensa de forma semelhante ao álcool e outras drogas, o que explica a dependência rápida.

O Transtorno do Jogo é formalmente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na CID-11. O ato de apostar ativa os circuitos cerebrais de recompensa de forma semelhante ao álcool e outras drogas, o que explica a dependência rápida.

10,9 milhões de brasileiros apostam de forma que já lhes causa prejuízo significativo

> Eles represetam 7,4% da população total acima de 14 anos no Brasil. Além disso, 1,4 milhão destas pessoas preenchem rigorosamente os critérios clínicos para o Transtorno do Jogo.

A modalidade virtual é estatisticamente mais adoecedora versus a modalidade física

> O levantamento mostra que 66,8% dos usuários de apostas online apresentam sinais de risco de jogo problemático, contra 26,8% daqueles que fazem apostas físicas. Entre os adolescentes de 14 a 17 anos, 55,2% já estão na zona de risco.

6 em cada 10 apostadores admitem que a prática afeta seu estado emocional

> 51% relatam um aumento drástico na ansiedade e mudanças repentinas de humor, enquanto 42% confessam usar as bets como uma válvula de escape para problemas e emoções ruins.

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Endividamento grave e fuga de renda

A vulnerabilidade financeira tem sido o principal gatilho que empurra usuários para as plataformas na esperança de "salvação", mas as perdas massivas retroalimentam o adoecimento mental.

O Transtorno do Jogo é formalmente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na CID-11. O ato de apostar ativa os circuitos cerebrais de recompensa de forma semelhante ao álcool e outras drogas, o que explica a dependência rápida.

Perdas bilionárias:

> Segundo o 3º Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros, elaborado pelo Comsefaz com base em dados do Banco Central, as famílias brasileiras perderam definitivamente R$ 62,5 bilhões nas plataformas de apostas apenas no ano de 2025 (este é o valor líquido que saiu das contas e não voltou em prêmios).

Inadimplência e Desespero:

> O Instituto Locomotiva mapeou que 86% dos apostadores possuem dívidas e 64% estão com o nome negativado.

Privação do básico:

> Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) constatou que o vício está drenando o dinheiro de itens de sobrevivência: 19% dos apostadores reduziram as compras de supermercado para continuar jogando e 11% cortaram despesas essenciais com saúde e medicamentos.

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Ideação suicida e o custo social para o País

Ideação suicida e o custo social para o País

O desespero gerado por dívidas impagáveis e o isolamento social têm levado a desfechos trágicos. O dossiê "A Saúde dos Brasileiros em Jogo", publicado pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), Umane e pela Frente Parlamentar Mista para Promoção da Saúde Mental, traduziu a tragédia em números.

O desespero gerado por dívidas impagáveis e o isolamento social têm levado a desfechos trágicos. O dossiê "A Saúde dos Brasileiros em Jogo", publicado pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), Umane e pela Frente Parlamentar Mista para Promoção da Saúde Mental, traduziu a tragédia em números.

O colapso no SUS e a busca por socorro

O sistema de saúde pública e as políticas governamentais já sentem a sobrecarga gerada pelo adoecimento da população.

O sistema de saúde pública e as políticas governamentais já sentem a sobrecarga gerada pelo adoecimento da população.

Explosão de atendimentos

> O Ministério da Saúde registrou que as buscas por atendimento psiquiátrico na rede pública por problemas com jogo patológico dobraram nos últimos anos, um aumento de mais de 104%.

Teleatendimento de urgência

> Para tentar conter a crise, o SUS precisou ampliar de maneira emergencial os teleatendimentos em saúde mental focados em apostadores, saltando de cerca de 600 para até 100 mil consultas por mês em 2026.

Pedidos de autoexclusão

> O governo federal lançou um sistema para que o usuário bloqueie o próprio CPF em todos os sites de apostas autorizados. Até agosto de 2026, mais de 1 milhão de brasileiros já haviam solicitado a autoexclusão. Desses, 35% justificaram o pedido assumindo "perda de controle absoluto sobre o jogo".

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"Os problemas financeiros são reconhecidos como uma das principais fontes de estresse, levando a condições como ansiedade, depressão e insônia. Além disso, é alarmante notar que dificuldades financeiras estão entre os maiores fatores associados ao suicídio, especialmente entre o público masculino, que frequentemente enfrenta a pressão de prover e sustentar suas famílias. O estigma em torno da vulnerabilidade emocional pode dificultar a busca por ajuda, exacerbando a situação”.

Ines Hungerbühler, psicóloga e líder da estratégia clínica do Wellz

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